Depois de almoçar com uma amiga fui andar na praia: calça jeans dobrada até o joelho, camisetão, câmera fotográfica enrolada em uma canga, chinelo comprado no dia anterior. Queria pôr os pés na areia, sentir um pouco de água salgada deslizando entre os dedos, ficar um pouco em silêncio. Estiquei a canga, me desprendi dos chinelos, fotografei muito do céu carioca. A praia estava vazia, um fim de tarde com brisa gelada. Eu ando friorenta... Foi a primeira vez que senti frio na minha cidade dos sonhos. Não gosto de frio mas, lá, até dele eu gosto.
Um garoto parou de bicicleta perto de onde eu estava e perguntou se eu podia olhá-la para que ele pudesse entrar no mar. Disse que sim, e continuei olhando para o horizonte através das minhas lentes. Não sei quanto tempo ele passou no mar porque me distraí completamente com meus pensamentos. Só me dei conta da sua presença quando, já próximo da bicicleta...
- Tá com cara de apaixonada, hein?
- Anh?
- Você... Olhando assim para o nada e com esse sorriso incontrolável nos lábios. Isso é cara de amor... Olhos de paixão.
Sorri amarelo para o menino e...
- E você lá tem idade pra reconhecer cara de amor, garoto?
- Poxa, tenho sim.
- Anram... sei.
Eu sorria debochando, mas não quis lhe tirar a liberdade de continuar a conversa...
- Você diz isso porque pareço mais novo do que realmente sou. Cara de bebê. Fazer o quê? Eu já amei de verdade uma menina.
- Hum... Uma menina? Que bom...(risos).
- Tá me sacaneando, mas vou deixar pra lá porque você olhou minha bicicleta. Mas olha só, amor não tem idade não.
- É? Que idade vocês tinham?
- Era mais velha do que eu dois anos.
- E dois anos é diferença pra quem?
- Quando se tem doze e ela quatorze, é sim.
- Hum... pode ser. Com quatorze tem muita menina que já é mulher feita.
- E a gente é menino pra sempre...
Eu sorria por encanto com o jeito que ele falava, lembrando dos meninos que um dia eu amei e sem conseguir lhe tirar a razão.
- Então nunca existe diferença?
- Só quando a gente quer que haja.
- Hum... (e sorrisos...). E cadê a sua menina?
- Ih, é uma longa história...
- Eu gosto de histórias...
- Posso sentar pra contar?
- Só se prometer que não vai me levar a carteira. O último garoto carioca que sentou do meu lado levou quase tudo que eu tinha com uma simples aposta (risos).
- (risos) Não, pode ficar tranquila que não tô conversando de golpe, não.
- Também espero que não seja arrastão porque estou só com a minha câmera e sou apaixonada por ela (risos).
- Olha só...Não é por nada não, mas assim você me ofende... (risos).
- Tô brincando. Eu tenho uma boa intuição sobre o caráter das pessoas. Mas então... Conta da menina que fez você achar que reconhece paixão no rosto de desconhecidos.
- Pois é... Minha vizinha. Morena assim como você... Cabelão despenteado e tudo.
- Não tá despenteado!
- Jeito de falar. É bonito... Tanto que o seu me lembrou o dela. Ela era linda...
- "Era" por quê? Ficou feia?
- Ela morreu...
- ... Sério?
- ...
- Desculpa... Como é que eu ia imaginar que uma garota tão jovem...
- Não, na boa. Faz tempo... Três anos.
- Mas... Tão nova, meu deus. Quatorze anos...? O que aconteceu?
- Acho que foi porque a gente se beijou...
- Você tá de sacanagem...
- Não tô não... É sério. Fomos o primeiro beijo um do outro. E até hoje eu me pergunto se ela teria tido as idéias que teve se a gente não tivesse se beijado.
- Como assim? Conta do começo...
- É engraçado lembrar do que aconteceu na época... Nunca mais falei sobre isso com ninguém. Você já percebeu que quanto mais coragem a gente tem, mais corajoso a gente fica? Sempre que tomamos uma atitude corajosa parece que as próximas ficam mais fáceis de serem tomadas. Já reparou nisso?
Lembrei da quantidade de vezes que venci meus medos... Desde a lembrança do dia que fugi da pré-escola e corri sozinha até porta de casa até o fato de aqueles cem metros de liberdade fizeram com que eu no dia seguinte me atirasse de cima do guarda-roupa com uma toalha azul amarrada no pescoço... Gesso por alguns meses, mas coragem o suficiente para pedir que todos assinassem no braço da supermenina que eu achava que estava me tornando.
- Hum... É... é o que realmente acontece. Mas não viaja, garoto. Me conta direito a sua história, por favor? Conta do começo.
- Uma amiga dela me apresentou porque eu era novo no prédio. Eu era tímido, vivia mudando de cidade por causa do trabalho do meu pai e ela era toda extrovertida, cheia de amigos... Fiquei meio sem graça no começo, mas conversamos tanto e foi tão divertido que depois a gente não conseguia mais parar de se ver... Ela era a menina mais legal que eu conhecia. Não tinha essas frescuras que as meninas têm de não conversar com menino mais novo, sabe? Ela conversava com todo mundo igual, mas entre nós rolava muito mais afinidade.
Sorri um sorriso de compreensão, daqueles que fazem a gente lembrar dos amores amigos que encontramos pela vida...
- Sei como é...
- Ela dizia que não se envergonhava de conversar comigo... Que eu era a única pessoa que ela falava sobre o que tinha vontade de fazer da vida, sobre o que sentia, sonhava...
- E ela queria muitas coisas da vida?
- Sabe que não? Cara, ela tinha vontade de coisas simples... Passear, viajar... ainda nem sabia o que queria ser quando crescesse, fosse adulta. O que ela queria mesmo era passear... Passear sozinha. Sem pai nem mãe na cola. Queria ver a cidade e o resto do mundo com os próprios olhos.
- Hoje em dia isso é complicado, principalmente na idade que vocês tinham... Não sei como eram os pais dela, mas com tantos pais super-protetores, cidade perigosa... Não ia rolar.
- Foi mais ou menos isso que aconteceu...
- O que aconteceu?
- A gente se beijou numa brincadeira de beijo, abraço e aperto de mão. Foi bem legal, mas aí a vergonha apareceu, sabe? Ela parou de falar comigo por uns dias e eu quase morri de tanta tristeza. Senti tanto a falta das conversas, do beijo e de estar com ela que criei coragem e fui até a casa dela pra pedir que a gente não mudasse um com o outro.
- Corajoso da sua parte... É difícil fazer isso nessa idade. Aos doze anos a gente só pensa em sair correndo e se enfiar pra sempre num buraco. Se bem que... sei lá. Talvez isso nem a ver com idade, vez ou outra os buracos ainda me protegem.
- Mais fácil, né?
- É...
- Pois eu me arrependo de não ter ido lá antes... Queria ter saido do meu buraco antes e salvado minha menina de algum jeito, sabe?
- Mas o que você podia ter feito que não fez?
- No dia que eu fui até a casa dela, ela não estava, tinha saído com a mãe. Eu fiquei angustiado, mas voltei pra minha casa e esperei... Ela morreu nesse dia. Insistiu com a mãe que queria passear sozinha, que já tinha idade pra sair sozinha. Pediu uma volta de metrô e a mãe aceitou, contanto que a deixasse em uma estação e a pegasse na outra. Pareceu brincadeira do destino... Morreu com um tiro de bala perdida na saída do metrô onde a mãe dela a esperava... Dá pra acreditar?
Durante muito tempo eu não soube o que fazer com a dor que eu senti, sabe? Chorei escondido uma porrada de vezes. Pode parecer egoismo, mas eu queria ela de volta muito mais por mim do que por qualquer outra coisa. Queria um segundo beijo, queria reencontrá-la nem que fosse só mais uma vez, sei lá... Queria que ela tivesse conhecido outras estações, mas de mãos dadas comigo... Ei... não contei essa história pra te fazer chorar. Desculpa...
- Não, não se preocupa. Tá tudo bem... Me desculpe você. É que... Desculpa, eu nunca sei o que dizer nessas horas.
- Não tem que dizer nada não. Tem dias que é melhor a gente só ouvir... Ouvir, olhar pra dentro, pra frente e seguir conhecendo as estações que faltam.
- ...
- ...
- Pra quê? Pra perder tudo no final?
- A gente sempre perde no final.
- Ela podia ter se perdido de propósito...
- Muita gente faz isso, moça... Mas será que se perder assim não é só um jeito covarde de não lutar pelos nossos desejos?
- E que diferença isso faz no final?
- A diferença que você quiser que faça.
Ficamos em silêncio um tempo... Ele foi embora primeiro. Com as despedidas normais de um menino de quinze anos. Ainda brincou que eu era muito chorona...
Voltei pra casa arrastando os pés na areia de Copacabana. Me perguntando como é que um garoto naquela idade podia pensar e falar sobre a vida daquele jeito. Me perguntando se sabedoria vem com a idade ou nasce com a gente. Questionando o tanto de coragem que é necessária para andarmos sozinhos... Lembrei o quanto briguei com meus pais para que eles aceitassem minhas idas e vindas com as próprias pernas. Lembrei de todas as dores de amor que me trancaram em casa e as que me empurraram pra vida. Voltei para São Paulo ao invés de fugir... Me perguntando em quais estações vou parar por um fim de semana, por paixão, por uma história... Qual delas poderia me fazer querer ficar para sempre, qual delas se tornará minha última viagem. Lembrei de quem não tem medo do fim, fiz figas para que estejam certos os que acreditam que a viagem não acaba no lugar que a gente chama de ponto final... Quis roubar um pouco da fé do meu menino do Rio.
Segurei as lágrimas ao lembrar de uma música da Rita Lee que diz: "Não vou chorar se por acaso morrer do coração. É sinal que amei demais. Mas enquanto estou viva, cheia de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz".
Lembrei do menino da praia, imaginei o rosto e a euforia de liberdade da menina andando sozinha pela primeira vez. Lembrei de Menino do Rio... Peguei o avião algumas horas depois... Sozinha. Completamente sozinha, mas com o coração cheio de lembranças e os olhos transbordando paixão pela vida. Exausta, coloquei os fones de ouvido para espantar os pensamentos com música. Não adiantou... Baby, junto com minhas preces, pedia para deus proteger-te.
Alê Félix - alefelix@gmail.com
Comentários (40)
oh my god...
obrigada, Alê.
você deixou coisas importantes aqui na estação, será que imagina o quanto?
beijo e carinho.
Por Ane Aguirre | junho 7, 2006 10:54 PM
Estou chorando. Nesse momento meu menino, aí em São Paulo, está voltando pra casa da faculdade. Tudo o que eu faço todo dia das dez à meia-noite é igual ao final do seu post: não há música que espante meus pensamentos quando só penso em pedir proteção pra ele. (E meu playlist ainda faz o favor de colocar no modo random minha música tema com ele)
Texto lindo, Alê. Ia completar com um "emocionante", mas acho que isso ficou claro ao dizer que estou chorando, não?
Beijos
Por Renata | junho 7, 2006 11:20 PM
Não existe idade pra sabedoria.
É bonito mesmo o texto... chorou quando escreveu?
=*
Por DanteZCO | junho 8, 2006 12:23 AM
Chorando até agora...
Por Alê | junho 8, 2006 12:27 AM
(E o coração desta mãe de pré-adolescente doida pra botar o pé no mundo se aperta só com o pensamento...)
:0*
Por Solange | junho 8, 2006 1:31 AM
Sem palavras pra dizer o quanto seu texto ta otimo... Muito lindo mesmo.
Por Mila | junho 8, 2006 9:20 AM
:) Doze anos, doze anos... Saber que no final tudo acaba...
Por Junior | junho 8, 2006 10:04 AM
"- E que diferença isso faz no final?
- A diferença que você quiser que faça."
A gente escolhe o fim q quer ter... o meio é consequencia, é caminho... é passagem!!!
Alê.. as coisas realmente não acontecem por acaso!! E esse garoto é mais uma prova disso.
Beijos.
Por Ramón | junho 8, 2006 10:11 AM
Não sei se é coincidência. Mas eu conheço uma menina que morreu exatamente desse jeito. Aliás, quase todo mundo aqui no Rio conhece.
http://www.gabrielasoudapaz.org/gabriela.htm
Por MarcosVP | junho 8, 2006 1:23 PM
Puxa vida, que história. Beijo.
Por Milton Ribeiro | junho 8, 2006 2:27 PM
Poucos são os que sabem escrever diálogos. O rei era o Nelson Rodrigues. Você domina muito bem a técnica do diálogo e além disso ele tem conteúdo.
Acredito que é de estranhos que aprendemos lições de vida peculiares e inesquecíveis. Gostei muito desta estória. Parabéns.
Por tina | junho 8, 2006 3:21 PM
Post lindúúúú..
Carambaaa..Adorei mesmo..
História mto linda ;~~
=****
Por Ataanda Medeiros | junho 8, 2006 4:49 PM
A história é linda. O melhor é a parte de fazer a diferença que você quiser.
E a menina deve ser mesma a Gabriela. É coincidência demais. Eu conheço a mãe dela. Fiz uma entrevista depois do que aconteceu.
Acho que a música que mais gosto da Rita Lee é essa que você cantou. Esse trecho é quase um lema.
Por Alana | junho 8, 2006 5:07 PM
Puxa, que coisa mais linda... arrepiou até os cílios do meu olhar. Obrigada. Um beijo!
Por Rita | junho 8, 2006 6:51 PM
A menina é a Gabriela, não? Esse caso ficou tristemente famoso na época aqui no Rio... mas ninguém soube desta cena dos bastidores da vida dela... Que sabedoria a desse menino, hein?! E que choque pra um garoto tão novo...
Ah, meu comentário nopost anterior foi feito, obviamente, antes de eu ler este post, sorry.
Por Viva | junho 8, 2006 7:19 PM
sabedoria independe de tudo que achamos que faça alguma diferença.
Beijo, Ale.
Por Sergio Fonseca | junho 8, 2006 8:33 PM
ola!
bom sem palavras...
eu sempre leio o blog...
e bom...
hoje em especial me senti incrivelmente tocada....
sinto que se encontra as respostas do que nem se sabia sentir, no simples ato de ouvir ou de ler uma outra pessoa de coração aberto!
parabens Ale.
boa semana!
Por Ana Holtz | junho 8, 2006 10:25 PM
Bah
Antes de tudo, a indignação com o Rio ¬¬ parece que TODA SEMANA uma criança, uma escola, qquer coisa, é atingida por balas x.x e ainda tem quem diga que ama essa cidade. Se eu morasse no Rio, faria de tudo pra sair de lá! 'Sarajevo é brincadeira, aqui é o Rio de Janeiro' *Zerovinteum.mp3
E parece mesmo o caso da Gabriela.. mas parece também com outros casos 'menos famosos' que vejo em jornais.
Mas enfim.. se realizou uma vontade, deve ter morrido feliz.. a dor sempre fica por aqui, com quem ta vivo. Tenho mais medo de as pessoas que eu amo morrerem. Não que eu não dê valor a vida, só tenho medo da dor de perder alguém pra sempre.
E.. bem. Alê, nessas de viver, idade deixou de ser referencial pra sabedoria faz tempo, xuxu ;D ou você acha que uma pessoa de 40 anos é superior, só por ter mais idade?
Ouça as crianças, xuxu.. nenhuma pessoa consegue ser tão sincera quanto elas ;D
Mas vc, hein.. moh desconfiada do guri. Ele deixa a bike dele pra vc, e vc nem confia nele x)
Por BetoCoke | junho 9, 2006 5:22 AM
Putz ... nem sei o que dizer!!!
Maravilhoso .....
Por isa | junho 9, 2006 3:24 PM
Acho q estava precisando encontrar com este menino. E me encontrei, aqui, no seu cantinho.
Incrível perceber que a gente precisa ver a vida com os olhos de outra pessoa pra finalmente enxergar tudo o q estamos perdendo - ou covardemente deixando passar.
Tou me sentindo dentro da música Epitáfio:
"Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer"
Bjus, Alê!!!
Por Rê | junho 9, 2006 4:47 PM
='(
Por Nath | junho 9, 2006 11:23 PM
final de noite, chá e um texto desses?
lindo demais.
Por yuyu | junho 9, 2006 11:34 PM
ouch ;________;
Por Joao | junho 9, 2006 11:56 PM
É assim, o amor é como chamas ardentes, até solta faíscas. Ademais, finais felizes são para novelas com aqueles jeitão todo 'piegas' de remontar pedaços e contar a vida mentirosa de alguns.
No mundo real, somos Coração, Sangue e Poesia.
Minha mente transborda de alegria com sua criatividade Alê. Parabéns!!!
Por Ossan | junho 10, 2006 9:24 AM
Que piegas.. Daria uma boa novela.
Por Katia | junho 10, 2006 1:03 PM
A história é verdadeira;todo o brasil soube.Só não soube de um menino que era apaixonado.Bom fim de semana Alê.
Por anunciação | junho 10, 2006 7:33 PM
Nossa que momento! Sou carioca e senti realmente como é minha cidade, num momento estamos preocupadas se vamos ser assaltadas, no outro olhamos a paisagem,temos papos maravilhoso...
Por Mychelle Dantas | junho 11, 2006 4:26 PM
Oi Alê,
O nome da menina da história era Gabriela Prado Maia Ribeiro, e ela era filha única. Os pais dela, apesar de separados, sofreram juntos essa dor e fundaram uma ONG chamada Sou da Paz. Espero que visite o site quando puder.
http://www.gabrielasoudapaz.org/
Um beijo
Por Sarah | junho 12, 2006 7:48 PM
SIMPLESMENTE MARAVILHOSO!!!!
SEJA SEMPRE FELIZ!!!
BEIJOS E FICA COM DEUS...
Por Josy | junho 13, 2006 2:15 PM
SIMPLESMENTE MARAVILHOSO!!!!
SEJA SEMPRE FELIZ!!!
BEIJOS E FICA COM DEUS...
Por Josy | junho 13, 2006 2:19 PM
Eu considero vc uma amiga...pois sempre que leio o seu blog..tem algo que toca lá no fundinho da alma.....
Um gande beijo!!!
Por alessandra | junho 15, 2006 2:09 PM
Eu considero vc uma amiga...pois sempre que leio o seu blog..tem algo que toca lá no fundinho da alma.....
Um gande beijo!!!
Por alessandra | junho 15, 2006 2:10 PM
Oi, Alê,
sequestrei um tiquinho desse menino e o coloquei no cativeiro do C&P.
beijão!
Por ratapulgo | junho 17, 2006 6:15 AM
Oi, Alê!
Parabéns pelo texto. Uma das melhores crônicas que já li.
Um beijo.
André
Por André Lemes | junho 17, 2006 3:32 PM
Oi, Alê!
Parabéns pelo texto. Uma das melhores crônicas que já li.
Um beijo.
André
Por André Lemes | junho 17, 2006 3:33 PM
Oi Alê,
Obrigada pela linda história.
Um beijo.
Por Tarci | junho 18, 2006 7:16 PM
Nossa,é a 1ª vez q estou passando aki!!!
a historia é linda!!!
BJ
Por Fernanda | junho 18, 2006 9:00 PM
Muito bom... pra pensar...
Por Mau | junho 19, 2006 6:36 PM
NOSSA :/
Por Leandro Dalarte | junho 20, 2006 12:25 PM
seu post me tocou. muito. profundamente.
obrigada.
um beijo,
Lu
Por Lu | junho 20, 2006 5:42 PM