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      <title>Alê Félix - Licor de Marula com Flocos de Milho Açucarados</title>
      <link>http://www.alefelix.com.br/</link>
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      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2009</copyright>
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         <title>Celebrando as Novidades</title>
         <description><![CDATA[Tô com a minha mãe no telefone e o namorado com cara feia esperando eu desligar esse monte de aparelho, então vou contar a novidade e sair correndo, mas depois eu volto. Agora tô aqui também ó: 

<a href="http://www.bloglog.com.br/alefelix">www.bloglog.com.br/alefelix</a>


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         <pubDate>Fri, 22 May 2009 21:51:16 -0300</pubDate>
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         <title>Presente...</title>
         <description><![CDATA[<object width="432" height="351"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/x8zr5f_a-surpreendente-susan-boyle_music&related=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.dailymotion.com/swf/x8zr5f_a-surpreendente-susan-boyle_music&related=1" type="application/x-shockwave-flash" width="432" height="351" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always"></embed></object>


<strong>I dreamed a dream (tradução)</strong>
<strong>Sarah Brightma</strong>n


Eu tive um sonho

Houve um tempo quando os homens eram amáveis
Quando suas vozes eram suaves
E suas palavras convidativas
Houve um tempo quando o amor era cego
E o mundo era uma canção
E a canção era excitante
Houve um tempo... então tudo deu errado

Eu tive um sonho num tempo que já se foi
Quando esperanças eram elevadas e valia a pena viver
Eu sonhei que o amor nunca morreria
Eu sonhei que Deus perdoaria

Então eu era jovem e destemida
Quando sonhos eram feitos e usados e perdidos
Não havia nenhum resgate a ser pago
Nenhuma canção desconhecida, nenhum vinho intocado

Mas os tigres chegaram à noite
Com suas vozes suaves como trovão
Tal como eles rasgam sua esperança em pedaços
Tal como eles transformam seus sonhos em vergonha

Ele dormiu um verão ao meu lado
Ele encheu meus dias de maravilha infinita
Ele fez da minha infância o seu êxito
Mas ele se foi quando o outono chegou

E ainda sonho com ele vindo até mim
E nós viveríamos juntos os anos 
Mas há sonhos que não podem acontecer
E há tempestades que não podemos prever

Eu tive um sonho que minha vida iria ser tão diferente deste inferno que estou vivendo...
Tão diferente daquilo que parecia...
E agora a vida matou o sonho.




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         <pubDate>Thu, 16 Apr 2009 16:41:55 -0300</pubDate>
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         <title>Entre o céu e a ilha...</title>
         <description><![CDATA[Pois é, nunca fui muito boa em separar a realidade da ficção... Não que eu acreditasse nos seriados que assistia, mas era impossível não sonhar com a idéia de ser uma das visitantes da Ilha da Fantasia, sabe? Não, não era somente para realizar meus desejos. Nem sequer conseguia pensar em algo que eu tanto quisesse. Eu (assim como grande parte das pessoas) possuo somente meus desejinhos fúteis, basicamente de consumo, nada que valesse um pouso nas águas da ilha de Mr. Roarke. Mas... eu pensava. De vez em quando ainda penso. E li agora há pouco que ele morreu e me deu uma tristeza quase infantil, dessas que a gente sente, não sabe explicar o porquê e esquece no momento seguinte. Talvez (segundo minhas recordações infantis), Roarke fosse uma espécie de deus e, sua ilha, um lugar para se realizar algo mais do que vontades mal resolvidas. Aquilo era um divã, um ritual de passagem e autoconhecimento que me fazia viajar, mudar os roteiros antes, durante e depois. 
Perdi as contas de quantas vezes me perguntei o que faria em um lugar como aquele, que tipo de pendência teria para resolver, que rumo teria o papo psicológico de fim de seriado entre Mr. Roarke e eu.
Não faço a menor idéia de quem foi o senhor Ricardo Montalban e nem com que cara de velhinho ele se foi, mas espero que de alguma forma (sem comprometer o paraíso pessoal do defunto) ele tenha ido de: smoking branco, com a voz firme e tranquilizadora do cara que o dublava em português e a capacidade de observação psicológica do texto escrito para o Roarke. Todo assim e direto para a Ilha da Fantasia. E que um dia - assim como ele, sem motivos aparentes, pra lá dos oitenta e antes de me tornar uma morta-viva - ele me receba com um colar de flores e suas boas explicações. <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2009/01/090114_montalban_obito.shtml"><strong>Tem gente que morre e quer ir para o céu, eu quero a Ilha da Fantasia.</strong></a>

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         <pubDate>Thu, 15 Jan 2009 01:58:04 -0300</pubDate>
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            <item>
         <title>Coisas do Orkut</title>
         <description><![CDATA[O povo responsável pelas frases que rodam no "Sorte de hoje" do Orkut, mudou a linha ou o funcionário. De enigmáticos e profundos para bem humorados, e sempre muito espertos. Tanto que devem conseguir que outras pessoas (além de mim que não consigo deixar de olhar pra mandingas e  afins) façam posts como esse...

<em>Sorte de hoje: A pessoa que lê sua sorte perdeu a cabeça (e o emprego). Esperamos que você esteja com sorte.</em>

<em>Sorte de hoje: A pessoa que lê sua sorte está se casando hoje. Deseje a ele boa sorte!</em>


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         <pubDate>Sat, 10 Jan 2009 18:47:42 -0300</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title></title>
         <description>Eu odeio lavar louça. Na verdade, odeio fazer qualquer serviço doméstico. Sou bagunceira, preguiçosa e a culpa é a da minha avó (não sei com quem aprendi a responsabilizar as pessoas certas, mas sempre fiz isso muito bem). 

Ela bem que tentou, criou as filhas e as netas para serem donas de casa impecáveis. Mas, eu, lá por volta dos meus sete anos de idade, assim que me dei conta de que estava sendo educada e treinada para ser uma boa esposa, peguei pavor aos ensinamentos que ela tanto se esforçava para nos passar. Cruzei os braços, chorei, esperniei, entortei os talheres, quebrei as vassouras e ignorei os lustra-móveis. Não aprendi a passar roupa, lavei os pratos sonhando poder quebrá-los em festas gregas, jurei que não me casaria, que não teria filhos e faria tudo o que eu quisesse da minha vida. Enquanto isso, ela dizia... 

- Se você não souber cuidar de uma casa, quem vai cuidar da sua quando você tiver uma?

Dotada da arrogância dos nossos genes, eu respondia:

- Vou ter empregada!
- E vai ser madame com que dinheiro?

Precisei de terapia para lembrar que foi assim que começou tão cedo minha obsessão por independência financeira. Eu tinha certeza absoluta de que pagaria minha vida de madame com o meu próprio dinheiro, que não aceitaria que ninguém pagasse minhas contas, que não queria ser dona de casa, mãe ou manipular meus homens com afagos em troca de trocados. Não queria acordar, lavar o rosto, trocar de roupa, ir para o fogão, passar o café, servir os filhos, dar bom dia para o marido, vê-lo partir para o trabalho depois de um beijo na testa, ver os filhos partirem correndo para a escola, tirar a mesa suspirando, ligar o rádio sempre na mesma estação, arrumar a cozinha misturando os sonhos com as canções, lavar as roupas reclamando dos filhos da vizinha que ouviam músicas em um volume mais alto que os pensamentos, limpar o chão da sala com água e cera, seguir para o quarto abrindo a janela e tirando o pó, libertando o pó, caminhando entre o próprio pó. 

No final da tarde, quando todos começavam a chegar do trabalho e da escola, lá estava ela engomando as roupas em silêncio enquanto eu me perguntava quem ela realmente era, o que sonhava, se já havia desejado ser outra pessoa, se sentia prazer, se um dia a veria chorar. 
Nunca vi minha vó chorar... Dá para acreditar? Não sei como minha mãe se transformou na mulher sensível que é, sendo filha da rocha polida que é a mãe dela.

Ontem de manhã me disseram que ela vai precisar de um andador para se locomover. É bem provável que ela não possa mais viver só com meu avô, que precise de maiores cuidados. Enquanto os filhos não decidem o futuro, ela está apática, não quer mais conversar. Sai do sofá para o banheiro, do banheiro para a cama, da cama para o sofá. Vê programas de TV começarem e acabarem, continua preferindo as novelas. Meu avô tem trocado as roupas: as dela, as da cama, as dele. Aprendeu a fazer feijão e a chorar por ele e por ela.
 
A notícia de que ela não está mais podendo andar me foi dada no mesmo dia que fiquei sem empregada pela segunda vez no ano e voltei a fazer testes com as possíveis candidatas... Mulheres que aprenderam a lavar, passar, cozinhar, amar aos outros e ignorarem a si próprias. Mulheres que chegam na minha casa de manhã, sempre em busca de uma estação de rádio, com os mesmos olhares distantes, as vezes cantarolando, quase sempre chorando com o corpo mais do que com as palavras. Nenhuma delas tão eficiente quanto são as mulheres que minha vó criou, todas elas com desejos secretos de quebrar pratos tais como os meus. Todas elas tão diferentes de mim no dia a dia do trabalho e tão iguais nos alicerces da alma. Eu observo, nunca reclamo. Brigo bem com qualquer pessoa, menos com quem faz minha comida e lava minhas roupas. Converso bastante, mas procuro conhecê-las através do silêncio. Vários testes, várias mulheres e ainda não consegui contratar nenhuma, embora sinta vontade de admitir todas. Não somente para que elas façam o que eu me recusei a aprender quando minha avó tentou me ensinar, mas para ensiná-las a transformarem o trabalho em liberdade, a não aceitarem trocados ou simplesmente acreditarem que pode não ser possível fazer o que bem entendemos todos os dias, mas que um único dia deveria bastar para que não desistissem.



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         <link>http://www.alefelix.com.br/arquivo/2008/12/eu_odeio_lavar_louca_na.html</link>
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         <pubDate>Sun, 21 Dec 2008 12:16:47 -0300</pubDate>
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            <item>
         <title>Gabriela Guild</title>
         <description><![CDATA[
<em>Preciso parar com esse péssimo hábito de me colocar para baixo enquanto falo comigo mesma! Lembra do "O Segredo" e pára de urubuzar seus próprios poderes, Gabriela Guild! Não esquece que você é uma atriz famos... Ok, quase famosa. Um pouco famosa. Famosa o suficiente para pegar essas costelas, esses braços, essas pern... Ué, não tem pêlo, não? Não me diga que você depila o sovaco e todo o resto das partes? Hum... Será que é...</em>


<a href="http://www.alefelix.com.br/queroserninguem">Clique aqui para continuar lendo o terceiro capítulo do "Quero Ser Ninguém"</a>.]]></description>
         <link>http://www.alefelix.com.br/arquivo/2008/12/gabriela_guild.html</link>
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         <pubDate>Fri, 19 Dec 2008 22:13:34 -0300</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Meu lugar...</title>
         <description><![CDATA[Semana retrasada eu estava no Fórum de Midias Sociais lá em Curitiba, morrendo de gripe, tremendo de febre sob um casaco de inverno, quando recebo uma ligação dos <strong><a href="http://www.nokia.com.br/100ingressos">fofos da Nokia</a></strong> dizendo que me mandariam um par de ingressos para o show da Madonna... Hoje! 
Óbvio que eu amei, vou pra lá feliz da vida e agradecida, mas - apesar de gostar muito de algumas músicas da Madonna - tinha em mente que hoje eu iria era para a Vila Madalena ver o movimento. Sabe o que é? Pensa: todas as peruas e todos os gays da cidade estarão no show. Festança no Morumbi, mas, diversão garantida, seria mesmo dar uma circulada pelos bares da vila e ver a heterossexualidade restante. Uma pena ter recebido os ingressos... As ruas seriam um trabalho de observação interessantíssimo, mas a Nokia me quer ao lado das mulheres loucas e dos homens mais divertidos. Uma pena, mas, vai ver, é esse o meu lugar.



* Apesar da muvuca, se rolar um esbarrão, vou de pista, oi-me. \o/

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         <link>http://www.alefelix.com.br/arquivo/2008/12/meu_lugar.html</link>
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         <pubDate>Thu, 18 Dec 2008 09:53:50 -0300</pubDate>
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            <item>
         <title>Esse Ian...</title>
         <description><![CDATA[O que a gente não faz pelos <a href="http://www.interney.net/blogs/enloucrescendo">amigos</a>? Só para eles poderem ganhar o <a href="http://www.desafiolg.com.br">um desafio qualquer</a>...

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VgyjuAIaoPY&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/VgyjuAIaoPY&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

Quem também quiser dar uma força pra esse menino maluquinho, basta seguir as instruções no <a href="http://www.interney.net/blogs/enloucrescendo/2008/12/16/ultima_prova_do_desafio_lg_ajudem/">Enloucrescendo</a>. 

Fui.
]]></description>
         <link>http://www.alefelix.com.br/arquivo/2008/12/esse_ian.html</link>
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         <pubDate>Wed, 17 Dec 2008 20:41:39 -0300</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Quero ser Ninguém - Livia</title>
         <description><![CDATA[Trecho do segundo post da webnovela Quero ser Ninguém, agora escrito em parceria com a Giselle Itié, além da Samara Felippo.

<em>Fui embora logo que ela se recuperou. E voltei para casa excitadissima, querendo sair mais vezes! Vou fugir sempre que eu conseguir... Ah, se vou! E se eu não fosse filha e neta de quem sou, se a minha cara não estivesse estampanada nas bancas de jornais desde o dia que nasci, bem que eu podia ser...</em>


<a href="http://www.alefelix.com.br/queroserninguem">Clique aqui para ler o post inteiro.</a>]]></description>
         <link>http://www.alefelix.com.br/arquivo/2008/12/quero_ser_ninguem_livia.html</link>
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         <pubDate>Tue, 16 Dec 2008 11:33:52 -0300</pubDate>
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            <item>
         <title>365 Dias de Solteira - 8 ° capitulo</title>
         <description><![CDATA[<em>Pertencia à turma das garotas que diziam que masturbação feminina não era necessária quando se tinha um namorado. Eu não entendia por que uma coisa excluía a outra, mas, como sempre estava namorando, realmente não pensava sobre o assunto. Nunca havia ficado por ficar. Dois rapazes ao mesmo tempo, nunca. Duas garotas? Muito menos. Casa de swing e lugares públicos? Nem pensar! Nunca. Nenhum fetiche, nenhuma fantasia muito diferente das idéias batidas das menininhas de quinze anos que sonhavam com fardas e astros do rock.</em>

Clique aqui para ler o post inteiro (O Opala da Sorte) e morrer de catapóra preta pensando sobre a veracidade (ou não) da história. :-)

<a href="http://www.alefelix.com.br/365diasdesolteira">www.alefelix.com.br/365diasdesolteira</a>

]]></description>
         <link>http://www.alefelix.com.br/arquivo/2008/12/365_dias_de_solteira_8_capitul.html</link>
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         <pubDate>Fri, 12 Dec 2008 18:58:49 -0300</pubDate>
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         <title>Quero ser ninguém</title>
         <description><![CDATA[Mês passado recebi um e-mail de uma moça chamada Samara, dizendo que estava lendo meu blog há alguns dias e que gostaria de me encontrar para conversarmos sobre um projeto que envolvia literatura e teatro. Ela disse que morava no Rio e eu estava indo ao Rio na semana seguinte. Marcamos por e-email, trocamos celulares caso houvesse algum desencontro, só nos falamos rapidamente alguns minutos antes de nos encontrarmos pessoalmente. 
Lerda que eu sou, só me dei conta de que a tal da Samara era a atriz <a href="http://bloglog.globo.com/samarafelippo/">Samara Felippo</a>, na hora de trocar os dois beijinhos comuns do comprimento carioca. E juro que só tive certeza na segunda bochecha, porque na primeira eu ainda estava pensando "de onde mesmo eu conheço essa garota?".

Sentamos, pedimos água e ela me contou que - do jeito dela - ela escrevia desde pequena e que queria muito me mostrar alguns rascunhos. Disse que tinha uma porção de histórias na cabeça, mas que a arte dela era a cênica e que queria que eu escrevesse...

- Não esquece que eu não sou escritora.
- Eu li o "365 dias de solteira", li seu blog, seu perfil no blog... O jeito que você escreve é perfeito para o que eu tenho em mente!
- E o que você tem em mente?
- Não sei se eu vou conseguir te explicar sem mostrar alguns textos que comecei a escrever... 
- Me dê um exemplo de algo mais ou menos parecido e que já tenha sido feito, só pra eu tentar entender...
- Imagina uma espécie de "Sex and City", porém com personagens que fossem atrizes, cantores, celebridades e não mulheres comuns. Todo mundo acha que sabe o que acontece na vida de alguém que está nas capas das revistas, na televisão... As pessoas acham que sabem, as revistas acham que flagram, as vezes até flagram realmente... Mas a verdade? As verdadeiras histórias, os verdadeiros escândalos, histórias que até gostaríamos de contar...
- Eu não sei se quero saber...
- Como assim?
- É informação demais. Se forem histórias verídicas suas ou de outras celebridades, quando você me contar, vira uma relação de segredo e guardar segredo dá um trabalho danado! Não quero saber não.
- A idéia é que você faça o que faz no seu blog. Você não conta suas verdadeiras histórias naqueles posts. Você ficciona tudo, mas todo mundo acha que é diário.
- As vezes é verdade sim.
- E as vezes não é.
- E as vezes é um pouquinho de cada.
- E é exatamente isso que eu quero. 
- Hum... Isso eu acho que sei fazer.
- Vamos misturar tudo, fazer o que você já sabe e o que eu sei, depois a gente vê o que acontece. O que acha? Topa?


Não sei se foi exatamente assim que conheci a Samara, mas foi mais ou menos assim.
Tomara que eu consiga dar conta das trezentas mil coisas que me meto a besta... Não bastasse a idéia dela ter virado o nosso "Quero ser Ninguém", ainda estamos concluindo um site de webnovelas... Mas, sobre isso, mais pra frente eu conto. 

Por enquanto é só. Espero que curtam e que eu não morra de lelé.

<a href="http://www.alefelix.com.br/queroserninguem">www.alefelix.com.br/queroserninguem</a>



 
]]></description>
         <link>http://www.alefelix.com.br/arquivo/2008/12/quero_ser_ninguem.html</link>
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         <pubDate>Wed, 03 Dec 2008 10:20:31 -0300</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Olha que bonitinho...</title>
         <description><![CDATA[Ainda há quem me pergunte porque eu acho um absurdo as pessoas se encherem de animais de estimação. Digam o que quiserem, pra mim, esses pobres seres servem aos seus donos como paliativos emocionais, uma distração para a carência e a falta de sentido que de vez em quando nos assombra. Nessas horas, tem gente que vai pra terapia, outros metem um cachorro na coleira, um pássaro na gaiola, gatos são espalhados pela cama. Mas e, nessas horas, quantas Suraias realmente existem? Bom, se fossem muitas, não teriam feito a matéria abaixo e eu não acharia - nessas horas - que estou coberta de razão, não é mesmo?



<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u473945.shtml">"Eu vi mais de 200 animais mortos na cidade, entre cães, gatos, cavalos e bois. As pessoas abandonaram os animais. Na pressa em sair de casa, deixaram os cachorros presos em correntes, ou trancados dentro de casa", diz Pereira.</a>



Pelo menos minha terapeuta sabia quebrar correntes...


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         <link>http://www.alefelix.com.br/arquivo/2008/12/olha_que_bonitinho.html</link>
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         <pubDate>Tue, 02 Dec 2008 10:01:29 -0300</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>39 graus...</title>
         <description>Foi só eu falar, caí de cama... Primeiro fim de semana de sol em São Paulo e tive que passá-lo embaixo das cobertas tentando controlar a febre e o mal estar. Poucas partes do meu corpo não doem, não sei como vou fazer com os compromissos que assumi para esta semana. Há mais de três anos não ficava gripada... E isso está tão forte que nem sei se é gripe. Ótimo presente de aniversário, ótimo...


</description>
         <link>http://www.alefelix.com.br/arquivo/2008/12/foi_so_eu_falar_cai.html</link>
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         <pubDate>Mon, 01 Dec 2008 11:09:10 -0300</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Contando vantagem</title>
         <description>A única vantagem de envelhecer é que pra nos derrubar de vez, só se for a morte. 
De volta. Firme, forte, pronta pra outra e rezando por novos personagens.</description>
         <link>http://www.alefelix.com.br/arquivo/2008/11/a_unica_vantagem_de_envelhecer.html</link>
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         <pubDate>Fri, 28 Nov 2008 13:02:23 -0300</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Em processo de cura</title>
         <description><![CDATA[Graças a Toquinho e Vinicius de Moraes...

Eu caio de bossa eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa xingando em nagô
Você que ouve e não fala / Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala / Você vai ter que aprender
Você que lê e não sabe / Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe / Você vai ter que viver
Você que fuma e não traga / E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga...
Eu vou é mandar você pra...

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         <pubDate>Thu, 27 Nov 2008 01:57:03 -0300</pubDate>
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